SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA SEREM USADAS NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA!
Estas atividades propostas são excelentes, podem ser desenvolvidas e adaptadas em todas as séries. Na hora de dar as regras das atividades é bom alternar o uso do idioma com o português de acordo com o nível da turma!
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1. CONTAR HISTÓRIAS! _______
As luzes da sala estão apagadas e a meninada na expectativa. Do lado de fora, você se prepara com os acessórios necessários (como um chapéu ou uma espada de mentira) e já entra narrando, na língua estudada, as peripécias dos personagens. A pronúncia clara, os gestos e a entonação da voz ajudam a meninada a entender a narrativa. Essa atividade aprimora a compreensão oral da língua. O objetivo mais importante é despertar nos alunos a certeza de que têm capacidade de interagir com o idioma, ainda que não o dominem. Mesmo que a turma seja iniciante, histórias com vocabulário pobre devem ser evitadas.
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2. LER TEXTO TEATRAL ! _______
O objetivo dessa proposta é explorar as rubricas — as observações entre colchetes que aparecem nos textos teatrais e que determinam à ação (e não a fala) dos personagens. Lida a peça, os alunos são desafiados a mostrar, por meio de fotografias ou desenhos, apenas o que as rubricas trazem — [coloca a mão na testa e se ajoelha], por exemplo. As imagens são trocadas com os colegas, que devem descobrir a que rubrica cada imagem se refere. Os alunos aprendem as características de um texto sem narrador e exercitam a leitura, a escrita e a fluência oral na língua.
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| 3.CARTÕES-POSTAIS ! _________
Aqui cabem parcerias com professores de outras disciplinas, como Artes, História ou Geografia. Os estudantes produzem cartões-postais com imagens de pontos turísticos ou informações relevantes sobre a cidade onde moram. No verso, escrevem um pequeno texto, contando um pouco sobre o local escolhido e sobre eles próprios. Terminada essa etapa, é necessário fazer contato com uma escola de outro país que queira trocar os postais com a turma. A atividade permite utilizar a língua numa situação real de comunicação e aprimorar a redação de textos descritivos e informais. Além disso, proporciona um maior contato dos alunos com o lugar onde moram e o conhecimento sobre a cultura e o modo de vida de crianças e jovens de outros países.
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4. FILMES ! _______
Você lê com a classe a crítica de um filme escrita no idioma estudado. Ao assistir à fita (sem legendas), os alunos treinam a escuta e anotam as passagens que não conseguiram entender para pesquisas posteriores. Em seguida, todos debatem sobre o filme e a crítica. A próxima etapa envolve a produção de resenhas. Essa atividade aprimora a redação de textos e o enriquecimento do vocabulário.
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5.MÚSICAS ! _________
Ao escolher canções para trabalhar em sala, é preciso primeiro definir os objetivos. Se a intenção é explorar conteúdos gramaticais, a letra deve trazer subsídios suficientes. O critério de seleção não se restringe somente às preferências da turma, mas juntar o útil ao agradável é sempre bom. A música serve para treinar a pronúncia e fazer com que eles identifiquem sotaques diferentes, conforme a origem do cantor. No CD Músicas Folclóricas Americanas Vol. 1, à venda com a revista ESCOLA, há vários exemplos. Essa atividade favorece bastante o vínculo dos alunos com a língua.
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6. FOLHETO TURÍSTICO! ____________
A meninada vai achar um barato produzir um folheto bilíngüe e ilustrado para os visitantes da cidade — no computador ou manualmente. Os alunos fazem um levantamento dos pontos turísticos: igreja da praça central, museus, reservas naturais, parques, clubes... Antes de começar a redigir, é essencial que os estudantes tenham contato com os textos publicitários. A atividade desenvolve conteúdos como construções imperativas ou sugestivas, uso de tempos verbais no presente e adjetivação.
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7. PALAVRAS CRUZADAS! ________
Nesta atividade, cada criança inventa um jogo e desafia os colegas. Para o trabalho ser significativo, cabe aos alunos elaborar os enunciados na língua estudada, e não apenas um exercício de tradução. Por exemplo: se a palavra a ser encontrada é maestro (professor, em espanhol), é mais desafiador que eles escrevam la persona que enseña en la escuela (a pessoa que ensina na escola), e não apenas o termo em português. Essa é uma maneira de estudar vocabulário e qualquer estrutura gramatical.
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8. LIVRO DE RECEITAS ! ______
Para começar, a turma lê receitas fáceis de preparar escritas na língua estrangeira. A tarefa seguinte é identificar palavras e expressões comuns nesse tipo de texto, como bater, misturar tudo, assar, untar. Depois de se familiarizar com a linguagem, a turma traz de casa a receita predileta e a escreve na língua estudada. Hora de colocar a mão na massa: ao ensinar os colegas a preparar os quitutes, os alunos são estimulados a enriquecer o vocabulário e ainda praticam a linguagem oral. Além dos verbos no imperativo e infinitivo, eles aprendem a usar advérbios e locuções adverbiais.
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9. JORNAL! _______
Ao produzir um jornalzinho, os estudantes são estimulados a escrever, pois abordam temas relacionados ao seu cotidiano. Eles se aproximam dos diversos gêneros jornalísticos ao fazer as colunas de horóscopo e de piadas, quadro de recados, contos e críticas culturais, entrevistas e cobertura de eventos. A turma pode procurar na internet sites de jornais do exterior, para saber como esses textos se organizam. E vai aprimorar a leitura e a redação. Se a escola não tiver acesso à rede, é importante conseguir um exemplar de jornal estrangeiro, mesmo que não seja recente, para mostrar à classe.
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| 10. VISITANTES ESTRANGEIROS! _____
Se você conhece alguém na comunidade natural de outro país e que fale a língua estudada pela garotada, eis uma oportunidade de organizar aulas de conversação envolventes. Caso o visitante não tenha tempo, vale uma palestra sobre seu país, a cultura e os costumes do lugar onde nasceu. Para tornar o encontro mais rico, os alunos elaboram roteiros de entrevista com antecedência e pesquisam sobre a nação em questão. Uma boa pedida é gravar a entrevista para escutá-la nas aulas seguintes.
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11. NARRATIVA VIRA DIÁLOGO! _____
Na Escola da Vila, em São Paulo, as 5as séries participaram de um projeto de Inglês que desenvolveu, de forma divertida, as habilidades de leitura, escrita, pronúncia e escuta. Cada turma de 12 a 15 alunos transformou a narrativa em inglês de Ali Babá e os Quarenta Ladrões em um diálogo. O projeto durou três meses e gerou ótimos resultados. Na hora de escolher o texto, as professoras optaram por um livro com vocabulário para aprendizes de nível elementar (aproximadamente 600 palavras). Os estudantes leram o texto de diferentes maneiras: sozinhos, em voz alta, em dupla, em casa ou acompanhando a professora, para treinar a escuta e melhorar a pronúncia. Depois de dominar o vocabulário e compreender bem a trama, veio o desafio: transformar a narrativa em diálogo. Como lição de casa, os alunos dividiram o texto em dez partes e fizeram um storyboard, uma espécie de filminho em que à história é resumida em desenhos. Em classe, cada um deles tinha sugestões a dar. Juntos, fizeram um único storyboard. Depois disso, veio à produção dos diálogos. Em duplas, os alunos redigiram as falas de cada parte. Como o narrador dava apenas a noção de tempo e espaço, eles não podiam dizer que Ali Babá era lenhador e casado. Tinham que transformar essas informações em falas dos personagens. A esposa, por exemplo, dizia em inglês: "Querido, sei que você está cansado de cortar lenha o dia todo. Preparei o jantar". Ali Babá respondia: "Você é a melhor esposa do mundo". Pronto, o recado estava dado. "Os alunos se envolveram muito porque, ao criar os diálogos, podiam soltar a imaginação”. Para que todos participassem da leitura interpretada que encerraria a atividade, os alunos foram orientados a criar frases para personagens que não tinham destaque, como os ladrões. Já as falas de Ali Babá, numerosas, foram divididas entre dois ou mais alunos. Os diálogos foram passados aos colegas para que conferissem se o final de um trecho estava coerente com o começo do outro. Na hora de corrigir, as professoras verificaram a ortografia, se o aluno havia conseguido comunicar o que pretendia e se tinha empregado no texto o conteúdo já ensinado. "Não se pode exigir que acertem o que eles ainda não aprenderam", alerta Sandra Durazzo. A última etapa foi à apresentação, em que todos apareceram com turbantes na cabeça. O desafio era entender bem o que o colega dizia e interagir fluentemente no diálogo, usando a entonação e a expressão certas para cada personagem. Dessa maneira, a turma treinou a escuta e a pronúncia. Os alunos aprendem porque utilizam a língua para solucionar problemas e não porque foram apresentados primeiramente às regras.
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Fonte: Revista Nova Escola, edição 177, novembro 2004.
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