sábado, 27 de novembro de 2010

Mostre aos pais o que acontece nas aulas de Inglês



Como fazer os pais acreditarem no inglês da escola

Situações diversificadas possibilitam a aprendizagem da criança

A educação é um processo que se realiza dentro do próprio indivíduo; não é um acontecimento exterior a ele. A verdadeira educação é a auto-educação. Isto significa dizer: o ser humano se educa a si mesmo. Tudo que o professor ensina a uma criança, tudo o que ele lhe mostra, os caminhos que lhe aponta, as experiências que lhe oportuniza são nada mais do que meios, estratégias para que a própria criança faça a s8ua educação, construa-se ao seu saber.

Educar pode ser traduzido por oportunizar à criança situações que lhe possibilitem aprender a ser, a tornar-se, a criar, a participar e a transformar-se, a si, ao ambiente, ao contexto onde vive.

A Educação Infantil pretende, então, auxiliar a criança a desenvolver-se e a alcançar o Maximo de suas possibilidades como ser humano, porque ela é livre de preconceitos, está disponível para a vida e atenta a tudo. Sua curiosidade leva a explorar o mundo que a rodeia e que ela pretende dominar com seu conhecimento e com suas habilidades físicas e mentais.

É experimentando o vasto e emaranhado entorno em que vive que a criança aprende o significado de cada situação, de cada sentimento, no seu ritmo próprio, dentro de suas capacidades.

No trabalho com a interdisciplinaridade lúdica existe sempre a preocupação de variar a rotina de execução de atividades, dando, assim, a oportunidade de atender-se a todas as crianças com potencialidades e ritmos diferentes, através de estratégias abrangentes e diferenciadas.          

Trabalho coletivo


Quaisquer atividades sugeridas e explicadas são realizadas simultaneamente por todas as crianças, embora sempre haja o respeito ao ritmo individual de cada uma. O aluno mais rápido conclui sua atividade e passa á próxima, que já foi previamente combinada, ou se entretém com jogos ou livros da classe, enquanto os que são mais lentos vão concluindo, cada um a seu tempo, orientados para que sempre se preocupem com a qualidade de seu produto e não com a rapidez e o imediatismo, que não devem ser estimulados. Os muito lentos, por dispersão, devem ser orientados para que não percam a noção do tempo médio de execução e não acabem sempre privados das atividades extras. A própria rotina escolar propiciará, em diversas situações, a oportunidade de se organizar em função do tempo disponível. Por exemplo: horário de lanche, parque, situação-problema planejada, rodízio interclasses... O trabalho coletivo pode ser realizado tanto na área interna de sala como na área externa (pátio ou outro ambiente qualquer).

Trabalho individual


Várias atividades são propostas e explicadas e cada criança tem a oportunidade de escolher por qual delas deseja começar, de forma independente, e inclusive quais os meios e os materiais de que irá precisar para a execução de seu trabalho. Nessa escolha, pode-se priorizar algumas atividades, alternando-se, assim, ocasiões onde poderá haver exclusão, ou não, de alguma delas por parte da própria criança. O aluno que conclui as tarefas sempre tem a sua disposição o
armário de jogos e livros da classe, podendo, ele mesmo, retirá-los, usá-los e guardá-los. O trabalho individual favorece a realização do trabalho autônomo, respeitando totalmente o ritmo e a preferência pessoal de cada um, sem horário rigoroso, podendo ser realizado na área interna ou na externa da sala de aula.   

Trabalho diversificado


Inúmeras estratégias podem ser utilizadas para oportunizar aos alunos as experiências de aprendizagem inter-relacionadas com as condições externas a ele: ao ambiente da escola, os colegas, os professores, os funcionários, entre outros. Por exemplo:

Mesas de rodízio


Inicialmente, realiza-se uma assembléia para integrar alunos e educador e juntos decidirem sobre as atividades do dia e quais as providências necessárias para serem realizadas. A classe é então arrumada pelas crianças, de acordo com o combinado, para realizar, normalmente, 2, 3 ou 4 atividades, no máximo. O professor ficará atento para estar presente em mesas (ou grupos) que necessitem da atenção maior do educador, sem descuidar de outros alunos que realizam tarefas mais independentes.

Após a montagem das mesas e cadeiras, é feita a contagem dos elementos de cada grupo. As próprias crianças são estimuladas a realizar as trocas e acréscimos que se fizerem necessários para a obtenção de grupos om número de elementos o mais equivalente possível. O(s) ajudante(s) do dia irá(irão) abastecer os grupos com os materiais necessários à execução de cada atividade previamente explicada, definindo-se então qual será o grupo 1 e sua atividade, o grupo 2 e a sua atividade, etc. Por exemplo: grupo 1 – construção e ilustração de uma história; gripo 2 – construção de maquete do dia e da noite; grupo 3 – criação de figuras ou cena com massinha de modelar caseira e palitos. Os grupos podem ser dispostos tanto na área interna como na área externa à sala de aula, de acordo com as necessidades e a adequação de cada atividade.

As atividades dentro dos grupos de rodízio podem ser as mais diversas, desde culinárias (sucos, saladas, sanduíches...) até trabalhos com palavras (palavras cruzadas, montagem de histórias, pesquisas...), números, construção de máscaras e brinquedos, jogos, pintura, uso de sucata, etc. as atividades das mesas de rodízio também devem ser escolhidas, prevendo-se que a duração média da execução da tarefa de cada grupo seja equivalente, para que não ocorra de um grupo ficar ocioso por terminar rápido, enquanto outro está no início ou meio de sua atividade. O tempo médio de permanência costuma ser de 30 minutos, após o qual o produto deverá ser guardado, posto para secar ou em exposição. A mesa, o chão e os materiais devem, nessa ocasião, ser arrumados e organizados para se poder mudar de grupo. Ao término da atividade ou ao sinal combinado, as crianças trocam de grupo e iniciam a outra atividade prevista e assim sucessivamente, até que tenham passado por todas as mesas de rodízio do dia, cada uma a seu tempo. Exemplo: o grupo 1 vai para o grupo 2, o grupo 2 vai para o 3 e o grupo 3 vai para o 1, a fim de realizar as tarefas propostas de cada grupo. Todos, então, realizam todas as tarefas.

Essa forma de trabalho estimula a autonomia, a organização mental e o espaço-temporal, o ritmo e a atenção, atendendo às diferenças individuais e favorecendo, ao mesmo tempo, o trabalho individual e o intercâmbio entre os membros de cada grupo na troca de sugestões e na criatividade pessoal. O educador poderá atentar mais diretamente às dificuldades e exigências de um grupo em especial para sua superação e orientação. Nota-se que aqueles que são muito rápidos, sabendo que disporão de tempo definido para a atividade, sentem-se mais à vontade para elaborar melhor (sem a constante preocupação de serem os primeiros a terminar), uma vez que não poderão de imediato trocar de atividade. Ao mesmo tempo, aqueles que são mais lentos, em geral por dispersão, sentem-se mais estimulados a manter um ritmo de trabalho e otimizar seu tempo, já que seu grupo irá sair daquela atividade e ele quer ir junto. Caso a criança não tenha conseguido finalizar o trabalho, poderá ficar mais algum tempo até a conclusão satisfatória e só então alcançar sua turma. Além de tudo, a otimização do tempo permitirá que se realizem mais atividades, jogos e construções em menos tempo que em atividades coletivas ou em outros sistemas (mais ou menos 2 horas-aula) e com muita motivação, sobrando assim mais tempo livre (1 hora-aula) para ida ao parque, ao campo, para a música, a dança, as gincanas ou outras atividades em área externa, essenciais às crianças nessa faixa etária.

Cantinhos de livre escolha

Em sala, são dispostos vários ambientes com diferentes materiais para atividades. Essas atividades são diferenciadas e livres. Normalmente, arrumam-se cantinhos à disposição das crianças em mesas da sala ou em grupos no chão (de acordo com o espaço disponível). As opções podem ser as mais diversas: jogos de construção e de regras, letras, blocos, quebra-cabeças, encaixes, tangran, dominós, dama, equilíbrio, contagem, maquiagem, uso de esmalte, de aparelhos de barbear (sem lâmina) e de sabão, pintura, modelagem, fantoches, fantasias, recorte e colagem, aproveitamento de papeis para criação de sucatas, de carimbos, livros e gibis, de figuras de animais, zoológico e fazendinha, de posto de gasolina e carrinhos, de casinha e bonecas, máscaras, e de outros materiais disponíveis.

As crianças podem circular, entrar e sair de um cantinho quando quiserem, desde que o deixem organizado como quando entraram e obedeçam ao limite físico de espaço do grupo. Havendo um lugar vazio, a criança poderá entrar e permanecer no cantinho o tempo que desejar. Participar de todos os grupos durante o período ou de apenas um será decisão pessoal de cada criança, respeitada por todos.

Ao final do período determinado para os cantinhos livres, quem está no grupo será responsável pela sua organização – limpar, recolher peças, guardar o material nos eu local de origem... Esta atividade privilegia a autonomia, a escolha, a criatividade e, principalmente, o gosto e o prazer pessoal de cada um naquela atividade que mais deseja realizar no momento, já que existem muitas opções e tempo livre. Os cantinhos de livre escolha podem, em alguns momentos, sofrer adaptações, como livres e outras dirigidas, onde, então, durante todo o período de duração da tarefa, a criança deverá passar pelo menos uma vez pelas atividades dirigidas, ficando, entretanto, a critério de cada um o momento que irá executá-las. Podem ser realizados simultaneamente nas áreas internas e/ou externas à sala de aula.

Trabalho interclasses

É uma atividade planejada, que envolve todas as classes do mesmo nível, ao mesmo tempo, em atividades diversas. Em um dia previamente estabelecido, durante tempo também definido (2 ou 3 horas-aula) realiza-se entre as classes do mesmo nível um rodízio de atividades, em coerência ao tema, assunto ou momento trabalhado. Nessa ocasião, as crianças têm oportunidade de fazer diversas construções, brincadeiras em várias salas, circulando pelos ambientes externos e internos das aulas, em horários combinados. Em cada sala ou espaço nesse dia, haverá uma atividade diferente ou atividades agrupadas de duas em duas. As tarefas devem ser escolhidas visando durar o mesmo tempo de execução ou permanência, para que a troca de sala possa ocorrer dentro dos horários preestabelecidos, respeitando-se os horários de entrada e saía ou início e fim da atividade para todas as salas. As crianças podem circular e entrar livremente na atividade desejada ou pode-se fazer o interclasses de forma dirigida, utilizando-se para isso, de pulseira ou colar que são confeccionados anteriormente pela própria criança e fichas de cor diferente ou desenho ilustrativo de cada modalidade a ser realizada. Por exemplo: sala 1 – dança das cadeiras; sala 2 – pintura maluca; sala 3 – confecção de chocalho de latas, etc. Na entrada de cada sala-ambiente, é colocado um cartaz de identificação e a criança, ao chegar, retira a sua ficha correspondente à atividade e a entrega ao educador, funcionando esta assim como um ingresso e controle da capacidade de lotação da sal. Atingido esse número, o educador fecha a sua sala e inicia a atividade. Os que ficarem do lado de fora irão procurar outra atividade e, na próxima troca, retornarão à atividade anteriormente desejada.

O principal objetivo do interclasses é a socialização através do inter-relacionamento dae crianças de todas a s turmas e de toas elas poderem fazer intercâmbio entre todos os educadores dentro desse período do dia. Também é válida a oportunidade de estar realizando varias atividades diferentes, que exijam diversas habilidades, em locais variados e novos, vindo ao encontro da satisfação pessoal de cada um.

Nesse momento, percebe-se nitidamente o resultado do trabalho realizado com as regras ou Leis da classe, pois a criança circula pelo ambiente escolar com autodomínio, disciplina e responsabilidade, respeitando a todos, sem se dispersar e sem precisar ser repreendida. O educador responsável pelo grupo do momento tem total autonomia sobre o mesmo, mediando o cumprimento das normas previstas nas leis. Normalmente, os interclasses costumam ocorrer a partir do 2o bimestre, para que os participantes já tenham maior domínio do ambiente físico escolar e da vivência das leis e combinados da classe. Numa sala de aula onde se trabalha a interdisciplinaridade, “a autoridade é conquistada, enquanto na outra é simplesmente outorgada pela satisfação; a arrogância pela humildade; a solidão pela cooperação; a especialização pela generalidade; o grupo homogêneo pelo heterogêneo; a reprodução pela produção do conhecimento”, como nos ensina Ivani Fazenda.

Para concluir , podemos afirmar como Lara que “ninguém força uma semente a brotar, nem obriga um botão de rosa a desabrochar. Tenta-lo seria destruir as semente ou a flor. A vida é um movimento imanente. Parte de dentro para fora e jamais ao contrário. Entretanto, deixe a semente entregue a si própria, sem relação com aterra, e ela não germina. Corte o botão de rosa e deixe-o na pedra e ele fenece. É necessário oferecer ao ser vivo condições de viver”. É o que se pretende, ao propiciar à criança ricas e variadas oportunidades de viver e conviver com o outro e com o mundo.

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